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Desenvolvendo as linguagens do teatro de marionetas e do objecto, do teatro físico, a temática do exílio surge neste solo como centro de interrogações.
No átrio de uma estação de comboios imaginária, há um homem carregado de malas. Viajante sem destino com uma história guardada na bagagem.
O comboio não chega. Desesperado, o homem abre uma mala atrás da outra, revelando pedaços da sua vida. Badalos, farda de combate, palha, terra, paisagens da memória aos poucos descobertas no fundo de cada mala.
A linha de comboio une as pontas à história. Começa no mesmo ponto onde termina. Pelo meio atravessa, invisível, o mundo interior do viajante. Será mesmo um viajante? O condutor do comboio? O guarda da estação? Personagens que nos ajudam a construir o nosso próprio comboio e seguir viagem.
Criação e interpretação: Patrick Murys
Colaboração na encenação e dramaturgia: André Braga e Cláudia Figueiredo
Composição musical: Luís Pedro Madeira e Isabelle Fuchs
Construção: Sandra Neves (adereços, marionetas e figurinos); Carlos Pinheiro com a colaboração de Nuno Guedes (cenografia)
Desenho de luz: Cristóvão Cunha com a colaboração de Pedro Fonseca
Agradecimento especial: Luciano Amarelo (direcção de actor)
Público-alvo: M/ 8 anos
Duração: aprox.: 55 min.